Mapa de Filosofia Política: autores, problemas e temas
Um guia para reconhecer as estruturas escondidas nos argumentos políticos: ordem, liberdade, justiça, soberania, tradição, igualdade, mercado, classe, técnica, nação, virtude e poder.
A ideia não é transformar autores em etiquetas rígidas, mas usar cada tradição como uma lente. Toda opinião política pressupõe alguma teoria sobre natureza humana, poder, justiça, liberdade e ordem.
Método de leitura
Como usar este mapa
Identifique o problema
A opinião tenta resolver caos, desigualdade, decadência, tirania, ineficiência, exploração ou perda de liberdade?
Ache o valor dominante
Qual valor vence os outros? Segurança, liberdade, igualdade, tradição, soberania, eficiência, virtude ou bem-estar?
Procure a tradição
O argumento soa liberal, conservador, utilitarista, marxista, republicano, positivista, tecnocrático ou comunitarista?
Contra-argumente na raiz
Não responda só ao slogan. Questione a imagem de ser humano, Estado, poder, justiça e liberdade que sustenta a tese.
“Toda opinião política pressupõe uma teoria sobre natureza humana, poder, justiça, liberdade e ordem.”
Mapa de autores
Antiguidade e matriz clássica
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Confúcio | Como produzir ordem moral e política por meio de virtude, ritos, hierarquia, educação e exemplo do governante. Preocupa-se menos com direitos individuais e mais com harmonia social, deveres e conduta correta. |
| Platão | Como uma cidade pode ser justa se a maioria é guiada por opinião, desejo e aparência. Aborda justiça, educação, governo dos sábios, decadência dos regimes, crítica à democracia e relação entre verdade e poder. |
| Aristóteles | Como organizar a vida comum visando ao bem humano. Trata da pólis, cidadania, virtude, bem comum, regimes políticos, classe média, prudência e política como continuação da ética. |
| Estoicos | Como pensar uma ordem moral universal acima das cidades e costumes locais. Trabalham lei natural, cosmopolitismo, razão, dever, autocontrole e igualdade moral dos seres humanos. |
| Políbio | Como regimes políticos nascem, se corrompem e se equilibram. Aborda monarquia, aristocracia, democracia, degeneração dos regimes e constituição mista. |
| Cícero | Como conciliar república, lei, virtude cívica e autoridade. Trabalha direito natural, dever público, bem comum, oratória, república e moralidade na vida política. |
| Santo Agostinho | Como pensar política em um mundo marcado pelo pecado, pela vaidade e pela imperfeição humana. Aborda cidade terrena, cidade de Deus, autoridade, ordem, mal e limites da política. |
| Tomás de Aquino | Como conciliar razão, fé, lei natural e autoridade política. Trabalha bem comum, lei eterna, lei natural, justiça, tirania e legitimidade do governo. |
| Ibn Khaldun | Como sociedades, dinastias e impérios surgem, se fortalecem e entram em decadência. Aborda coesão social, tribo, poder, luxo, civilização, Estado e ciclos históricos. |
Mapa de autores
Modernidade inicial: Estado, soberania e ordem
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Maquiavel | Como o poder realmente funciona, e não como gostaríamos que funcionasse. Aborda virtù, fortuna, razão de Estado, fundação política, violência, aparência, estabilidade e autonomia da política frente à moral privada. |
| Jean Bodin | Como fundar a autoridade do Estado em meio a conflitos religiosos e civis. Trabalha soberania, poder absoluto, unidade política e autoridade central. |
| Hugo Grotius | Como estabelecer regras de convivência entre Estados e povos. Aborda direito natural, guerra justa, direito internacional, pactos e limites morais da guerra. |
| Thomas Hobbes | Como escapar da guerra civil, do medo e da insegurança. Aborda estado de natureza, contrato social, soberania absoluta, obediência, ordem, segurança e autoridade. |
| Baruch Spinoza | Como pensar liberdade, religião e Estado sem submeter a política à superstição. Aborda liberdade de pensamento, democracia, tolerância, crítica teológica e potência coletiva. |
| John Locke | Como limitar o poder político e proteger direitos individuais. Trabalha direitos naturais, propriedade, consentimento, governo limitado, resistência à tirania e liberalismo político. |
| Montesquieu | Como impedir o abuso de poder por meio de instituições moderadoras. Aborda separação de poderes, leis, costumes, moderação, liberdade política e desenho institucional. |
| Rousseau | Como um povo pode obedecer às leis e continuar livre. Trabalha vontade geral, soberania popular, contrato social, desigualdade, liberdade civil, autenticidade e corrupção social. |
| David Hume | Como pensar política a partir de costumes, hábito, opinião e experiência, não de abstrações rígidas. Aborda convenção, autoridade, propriedade, comércio, instituições e ceticismo político. |
| Adam Smith | Como mercados, moralidade e ordem social podem emergir sem controle central absoluto. Aborda simpatia moral, divisão do trabalho, mercado, riqueza, interesse próprio, instituições e limites do mercantilismo. |
| Federalistas — Madison, Hamilton, Jay | Como construir uma república grande, estável e constitucional. Abordam facções, representação, federalismo, separação de poderes, freios e contrapesos, Constituição e governo republicano. |
Mapa de autores
Iluminismo, revolução e reação
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Edmund Burke | Como preservar a liberdade sem destruir a continuidade histórica da sociedade. Aborda tradição, prudência, preconceitos herdados, crítica à abstração revolucionária, reforma gradual e conservadorismo. |
| Thomas Paine | Como justificar direitos universais, revolução e soberania popular contra a tradição aristocrática. Trabalha direitos do homem, republicanismo, democracia e crítica à monarquia hereditária. |
| Immanuel Kant | Como pensar autonomia, direito, paz e moralidade racional na política. Aborda liberdade, dignidade, Estado de direito, republicanismo, cosmopolitismo e paz perpétua. |
| Benjamin Constant | Como distinguir liberdade antiga e liberdade moderna. Trabalha direitos individuais, liberdade privada, representação, limites da soberania popular e crítica ao despotismo democrático. |
| Alexis de Tocqueville | Como a democracia transforma costumes, instituições e almas. Aborda igualdade, liberdade, tirania da maioria, individualismo, associações, religião, centralização e opinião pública. |
Mapa de autores
Utilitarismo, liberalismo e democracia moderna
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Jeremy Bentham | Como avaliar leis e instituições pelo cálculo de consequências. Aborda utilidade, prazer, dor, reforma legal, punição, eficiência e “maior felicidade para o maior número”. |
| John Stuart Mill | Como proteger a liberdade individual numa sociedade democrática e majoritária. Trabalha liberdade de expressão, autonomia, dano a terceiros, individualidade, utilitarismo, direitos das mulheres e governo representativo. |
| Harriet Taylor Mill | Como criticar a subordinação feminina e ampliar a liberdade individual. Aborda igualdade de gênero, casamento, autonomia, educação e liberdade social. |
| T. H. Green | Como repensar o liberalismo não apenas como ausência de coerção, mas como capacidade real de desenvolver-se. Aborda liberdade positiva, Estado social, educação, moralidade e condições materiais da liberdade. |
| Isaiah Berlin | Como distinguir liberdade negativa e liberdade positiva. Preocupa-se com pluralismo de valores, riscos do autoritarismo em nome da emancipação e limites da razão política totalizante. |
| Karl Popper | Como defender sociedades abertas contra sistemas fechados e historicistas. Aborda crítica ao totalitarismo, falsificacionismo, reforma gradual, instituições abertas e perigo das utopias políticas. |
Mapa de autores
Positivismo, sociologia e racionalização
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Auguste Comte | Como reorganizar a sociedade com base na ciência, na ordem e no progresso. Aborda positivismo, sociologia, tecnocracia, religião da humanidade, progresso histórico e administração racional da sociedade. |
| Émile Durkheim | Como sociedades modernas mantêm coesão quando religião, tradição e comunidade enfraquecem. Trabalha solidariedade mecânica/orgânica, anomia, moral social, instituições e função social das normas. |
| Max Weber | Como entender autoridade, burocracia, racionalização e desencantamento do mundo. Aborda dominação tradicional, carismática e racional-legal; ética da convicção e da responsabilidade; Estado, burocracia e capitalismo. |
| Vilfredo Pareto | Como elites circulam e como ações políticas frequentemente são justificadas por racionalizações posteriores. Aborda elites, resíduos, derivações, irracionalidade e mudança política. |
| Gaetano Mosca | Como minorias organizadas governam maiorias desorganizadas. Trabalha classe política, elites, organização, poder e realismo político. |
| Robert Michels | Como organizações democráticas tendem a gerar oligarquias internas. Famoso pela “lei de ferro da oligarquia”; aborda partidos, burocratização e liderança. |
Mapa de autores
Soberania, decisão e ordem jurídica
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Hans Kelsen | Como pensar o direito de forma pura, sem misturá-lo com moral, religião ou sociologia. Aborda norma fundamental, positivismo jurídico, validade, hierarquia normativa e Estado de direito. |
| Carl Schmitt | Quem decide em situação de exceção e qual é a essência do político. Aborda soberania, estado de exceção, amigo/inimigo, crítica ao liberalismo parlamentar e decisão política. |
| Leo Strauss | Como recuperar questões clássicas sobre natureza, direito natural e filosofia política contra o relativismo moderno. Aborda antigos versus modernos, tirania, prudência e crítica ao historicismo. |
| Eric Voegelin | Como ideologias modernas podem funcionar como religiões políticas. Aborda ordem, gnose, totalitarismo, secularização e crise espiritual da modernidade. |
Mapa de autores
Totalitarismo, revolução e violência
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Hannah Arendt | Como compreender totalitarismo, ação política e perda do espaço público. Aborda banalidade do mal, autoridade, revolução, liberdade, pluralidade, violência e distinção entre poder e força. |
| Lenin | Como organizar uma revolução socialista em condições históricas concretas. Aborda partido de vanguarda, imperialismo, Estado, revolução, ditadura do proletariado e estratégia política. |
| Rosa Luxemburgo | Como defender socialismo sem sufocar espontaneidade democrática. Aborda greve de massas, democracia operária, crítica ao centralismo e internacionalismo. |
| Frantz Fanon | Como o colonialismo destrói subjetividades e como a descolonização envolve violência, identidade e libertação. Aborda racismo, colonização, nacionalismo, violência e alienação colonial. |
| Albert Camus | Como resistir à injustiça sem transformar revolta em terror. Aborda rebelião, medida, liberdade, absurdo, violência revolucionária e limites morais da política. |
Mapa de autores
Liberalismo contemporâneo, justiça e direitos
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| John Rawls | Como definir princípios justos para uma sociedade plural. Aborda posição original, véu da ignorância, justiça como equidade, liberdades básicas, desigualdade aceitável e liberalismo político. |
| Robert Nozick | Como defender direitos individuais contra redistribuições amplas do Estado. Aborda propriedade, Estado mínimo, justiça na aquisição e transferência, liberdade individual e libertarianismo. |
| Ronald Dworkin | Como levar direitos a sério em uma democracia constitucional. Aborda interpretação jurídica, igualdade, princípios, dignidade, liberalismo e papel dos juízes. |
| Joseph Raz | Como pensar autoridade, autonomia e perfeccionismo liberal. Aborda razões para obedecer à lei, Estado, liberdade e condições para autonomia. |
| Judith Shklar | Como o liberalismo pode começar pelo medo da crueldade, não por uma teoria abstrata do bem. Aborda liberalismo do medo, injustiça, crueldade, cidadania e abuso de poder. |
Mapa de autores
Comunitarismo, virtude e crítica ao individualismo
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Alasdair MacIntyre | Como recuperar virtude e tradição moral após a fragmentação moderna. Aborda práticas, virtudes, tradição, narrativa de vida e crítica ao emotivismo moral. |
| Michael Sandel | Como criticar o indivíduo abstrato do liberalismo rawlsiano. Trabalha comunidade, pertencimento, bem comum, justiça, mérito e limites do mercado. |
| Charles Taylor | Como identidade, reconhecimento e cultura moldam a vida política. Aborda autenticidade, multiculturalismo, secularização, reconhecimento e crítica ao atomismo liberal. |
| Michael Walzer | Como justiça depende de esferas sociais específicas, não de um único princípio universal. Aborda igualdade complexa, comunidade, guerra justa e pluralismo moral. |
Mapa de autores
Mercado, capitalismo e Estado
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Friedrich Hayek | Como preservar liberdade e ordem espontânea contra planejamento central. Aborda conhecimento disperso, mercado, Estado de direito, liberdade, tradição evolutiva e crítica ao socialismo. |
| Ludwig von Mises | Como defender o mercado contra intervenção estatal e socialismo. Aborda cálculo econômico, propriedade privada, moeda, liberalismo econômico e ação humana. |
| Joseph Schumpeter | Como capitalismo, inovação e democracia funcionam por competição e destruição criativa. Aborda empreendedorismo, elites, democracia competitiva e mudança econômica. |
| John Maynard Keynes | Como estabilizar economias capitalistas quando mercados falham em produzir pleno emprego. Aborda demanda agregada, incerteza, intervenção estatal, investimento e política econômica. |
| Karl Polanyi | Como a tentativa de submeter sociedade inteira ao mercado produz reação social. Aborda mercantilização, trabalho, terra, dinheiro, proteção social e crítica ao liberalismo econômico radical. |
| James Buchanan / Gordon Tullock | Como políticos, eleitores e burocratas respondem a incentivos próprios. Abordam public choice, escolha coletiva, captura, custos de decisão e limites românticos da democracia. |
| Elinor Ostrom | Como comunidades podem gerir bens comuns sem depender apenas de Estado ou mercado. Aborda governança policêntrica, cooperação, instituições locais e bens comuns. |
Mapa de autores
Poder, discurso e crítica pós-estrutural
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Michel Foucault | Como o poder opera nas instituições, discursos, corpos e saberes. Aborda disciplina, biopolítica, normalização, prisões, medicina, sexualidade, governamentalidade e poder/saber. |
| Jacques Derrida | Como conceitos políticos e jurídicos dependem de oposições instáveis. Aborda desconstrução, justiça, lei, soberania, hospitalidade e linguagem. |
| Giorgio Agamben | Como a exceção pode virar forma normal de governo. Aborda vida nua, soberania, campo, estado de exceção e biopolítica. |
| Judith Butler | Como normas produzem sujeitos, identidades e exclusões. Aborda gênero, performatividade, reconhecimento, precariedade, violência normativa e política dos corpos. |
| Chantal Mouffe | Como o conflito é inevitável na democracia. Aborda agonismo, crítica ao consenso liberal, pluralismo, hegemonia e populismo democrático. |
| Ernesto Laclau | Como identidades políticas são construídas discursivamente. Aborda hegemonia, populismo, significantes vazios, antagonismo e construção do povo. |
Mapa de autores
Feminismo, igualdade e dominação
| Autor / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Mary Wollstonecraft | Como defender igualdade moral e educacional das mulheres contra a tradição patriarcal. Aborda razão, educação, cidadania, virtude e direitos das mulheres. |
| Simone de Beauvoir | Como a mulher é produzida socialmente como “Outro”. Aborda opressão, liberdade, existência, corpo, gênero e construção social da feminilidade. |
| Carole Pateman | Como o contrato social clássico oculta um contrato sexual. Aborda patriarcado, consentimento, cidadania, liberalismo e dominação masculina. |
| bell hooks | Como raça, classe e gênero se cruzam na opressão. Aborda feminismo, educação, capitalismo, cultura, amor, dominação e emancipação. |
| Martha Nussbaum | Como pensar justiça a partir das capacidades humanas necessárias para uma vida digna. Aborda dignidade, capacidades, emoções, direitos, gênero e desenvolvimento humano. |
Famílias de argumento
Ideologias e correntes
| Ideologia / corrente | Problemas que tenta resolver e temas que aborda |
|---|---|
| Liberalismo clássico | Como limitar o poder e proteger indivíduo, propriedade, contrato, liberdade de consciência e direitos. Desconfia do Estado absoluto e valoriza governo limitado. |
| Liberalismo social | Como garantir que liberdade formal tenha condições reais de exercício. Aceita maior papel do Estado em educação, saúde, proteção social e redução de desigualdades extremas. |
| Libertarianismo | Como maximizar autonomia individual e minimizar coerção estatal. Centraliza propriedade, contrato, livre mercado, autopropriedade e Estado mínimo. |
| Conservadorismo | Como preservar continuidade, tradição, instituições e ordem contra rupturas abstratas. Valoriza prudência, herança histórica, costumes e ceticismo diante da engenharia social. |
| Republicanismo | Como formar cidadãos livres em uma comunidade política não dominada. Trabalha virtude cívica, bem comum, participação, lei comum e liberdade como não-dominação. |
| Socialismo | Como superar desigualdade, exploração e dominação econômica. Aborda propriedade coletiva ou social, classe trabalhadora, igualdade material e crítica ao capitalismo. |
| Marxismo | Como explicar política por meio das relações de produção e da luta de classes. Centraliza capitalismo, exploração, ideologia, revolução e emancipação. |
| Social-democracia | Como domesticar o capitalismo por meio de democracia, direitos sociais e Estado de bem-estar. Busca conciliar mercado, redistribuição, proteção social e representação política. |
| Anarquismo | Como organizar sociedade sem Estado coercitivo e hierarquias dominantes. Aborda autogestão, mutualismo, federalismo libertário, ação direta e crítica à autoridade. |
| Nacionalismo | Como transformar uma comunidade cultural, histórica ou linguística em sujeito político. Aborda nação, soberania, identidade, pertencimento, autodeterminação e fronteiras. |
| Fascismo | Como mobilizar Estado, nação, massa, mito e violência contra liberalismo, socialismo e pluralismo. Centraliza líder, unidade nacional, militarismo, hierarquia e culto da força. |
| Utilitarismo | Como avaliar decisões políticas por suas consequências agregadas. Pergunta qual política produz maior bem-estar, felicidade ou utilidade coletiva. |
| Positivismo | Como organizar sociedade segundo ciência, ordem, progresso e administração racional. Tende a valorizar técnica, planejamento, hierarquia e superação da política “metafísica”. |
| Tecnocracia | Como substituir disputa política por gestão especializada. Valoriza eficiência, dados, especialistas, planejamento e solução técnica de problemas públicos. |
| Populismo | Como construir a política como oposição entre “povo” e “elite”. Pode aparecer à direita ou à esquerda; trabalha liderança, antagonismo, soberania popular e mobilização direta. |
| Ecologismo político | Como repensar política a partir dos limites ecológicos. Aborda sustentabilidade, crítica ao crescimento infinito, justiça intergeracional, tecnologia e relação sociedade-natureza. |
| Comunitarismo | Como criticar o indivíduo abstrato e recuperar pertencimento, tradição e comunidade. Aborda identidade, reconhecimento, bem comum e crítica ao liberalismo individualista. |
| Multiculturalismo | Como reconhecer grupos culturais diferentes dentro de uma ordem política comum. Aborda identidade, minorias, reconhecimento, direitos coletivos e pluralismo. |
| Pós-colonialismo | Como criticar os efeitos políticos, culturais e subjetivos do colonialismo. Aborda dominação imperial, raça, identidade, violência, epistemologia e dependência. |
Diagnóstico rápido
Mapa mental dos problemas recorrentes
| Problema político | Autores / correntes que aparecem muito |
|---|---|
| Ordem contra caos | Hobbes, Maquiavel, Comte, Schmitt |
| Limites do poder | Locke, Montesquieu, Constant, Mill, liberalismo |
| Bem comum e virtude | Aristóteles, Cícero, republicanismo, MacIntyre |
| Tradição contra ruptura | Burke, conservadorismo, Hayek em parte |
| Igualdade e desigualdade | Rousseau, Marx, Rawls, socialismo, social-democracia |
| Liberdade individual | Locke, Mill, Constant, Berlin, Nozick |
| Democracia e seus riscos | Tocqueville, Mill, Schumpeter, Mouffe |
| Soberania e exceção | Bodin, Hobbes, Schmitt, Agamben |
| Mercado e ordem espontânea | Smith, Hayek, Mises, Buchanan |
| Capitalismo e exploração | Marx, Engels, Polanyi, Frankfurt |
| Burocracia e racionalização | Weber, Durkheim, Comte |
| Ideologia e hegemonia | Marx, Gramsci, Althusser, Laclau |
| Poder invisível/difuso | Foucault, Butler, Bourdieu |
| Justiça distributiva | Rawls, Nozick, Walzer, Nussbaum |
| Nação e identidade coletiva | Rousseau, Herder, nacionalismo, Fanon |
| Totalitarismo | Arendt, Popper, Voegelin, Frankfurt |
| Direito e legitimidade | Kelsen, Dworkin, Kant, Locke |
| Revolução | Rousseau, Marx, Lenin, Arendt, Fanon |
| Tecnocracia e ciência social | Comte, positivismo, Weber, tecnocracia |
| Conflito político | Maquiavel, Schmitt, Marx, Mouffe |